quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lobos Internos. Conflitos externos.

UM CONTO, UM PONTO..


Lí o texto abaixo há muito tempo, e na época ele não teve nenhum tipo de impacto para mim, a não ser pelo fato de ser, realmente, um belíssimo texto! Mas há uns dias em que tenho refletido sobre ele. A respeito desses lobos internos que temos dentro de nós:



Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

- "Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".

E ele continuou:

- "É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta. Mas, o outro lobo, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma. Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:

- "Qual deles vence, vovô?"

O Avô sorriu e respondeu baixinho:

- "Aquele que eu alimento mais freqüentemente".

Não é incrível? Foi uma paulada da cabeça, pois eu alimentei um lobo mau durante anos. E nesses anos de ceva eu me sentia exatamente como no texto: É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Esse veneno me matava aos poucos. E quanto mais mal me fazia, mais eu me esbaldava nele. Até que decidi (e não foi uma decisão fácil) me portar de forma diferente, encarar os problemas de relacionamentos de outra forma! Sabe o que me comoveu? A empatia! Ah, quando você se dispõe a se colocar no lugar do outros em algumas circunstância, muita coisa muda. Comecei a achar feio, muito feio, pessoas que colocavam a culpa de suas desilusões, problemas, mágoas, etc nas pessoas e pensei: "Peraí, é exatamente isso que tenho feito nos últimos anos: Culpado os outros por EU ter feito escolhas erradas." Eureka! Bingo! E o que fiz? Simples, parei de alimentar o lobo mau! Parei de ficar olhando para meu próprio umbigo, me fazendo de coitadadinha e comecei a cultivar sentimentos bons.

Fica a dica: Conviver não é fácil, em qualquer tipo de relacionamento. Hoje é o trabalho que me surpreende em relação à convivência, me aborrece às vezes, ainda me surpreendo com a capacidade humana de ser malediscente, mas isso não me atinge mais. Não importa se você mudar de emprego, de namorado, de vizinhos, os conflitos sempre existirão, as pessoas nem sempre gostarão de você até pelo fato de incomodá-las com a maneira como você encara sua vida e seus problemas. Agora, meu amigo, não tenha uma úlcera de preocupação tentando agradar a todos. Alimente o lobo certo!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amy Winehouse!



Não estou aqui para julgar ninguém. Afinal de contas estou sempre batendo na mesma tecla: De deixar as pessoas viverem da forma que querem e que conseguem! Mas não dá pra deixar essa notícia passar em branco e muito menos não fazer nenhum comentário.

A primeira vez que ouvi a voz de Amy fiquei petrificada com seu timbre de voz e me liguei na melodia de suas músicas por que achei muito triste as letras! De repente ela explodiu na midia com aquele penteado exótico e maquiagem pesada que a tornara excepcionalmente linda! Ao acompanhar as notícias de seus "problemas" com álcool e drogas nem dei atenção, pois não é surpresa pra ninguém artistas envolvidos e tentando resolver esse tipo de problema. Mas no dia que eu li que Amy havia perdido um dente por conta do uso de drogas, entre coisas mais, tipo: tombos durante show, video com ela usando craque, etc imaginei que o fim estaria próximo!

Quando se fala em vício em drogas sabe-se realmente que é uma doença grave e que, na maioria da vezes o usuário não consegue se livrar do vício sozinho, ou seja, sem tratamento!Sim, o vício é um apego extremo, físico e emocional e apenas força de vontade não resolve.

Há alguns dias, uns rapazes em Vitória Es, foram assassinados por causa das drogas, e quando entrevistados, familiares, revoltados diziam que tais rapazes usavam drogas, mas a culpa era da sociedade, do vício, que eles eram ótimas pessoas e estavam doentes. Então fico pensando com meus humildes botões: Tudo tem um ponto de partida. Posso tecer uma lista infinita de homens, mulheres, famosos ou não que se entregaram e morreram, ou estão a beira do fim, e todos eles sem exceção, tiveram o primeiro contato, e nesse primeiro momento TIVERAM A ESCOLHA EM SUAS MÃOS. É isso que me deixa indignada! É isso que eu não consigo entender. É fácil colocar a culpa em traficantes e nos governantes pois não fazem "nada" para mudar. Mas peraí, justiça seja feita: ninguém pega uma pessoa, encosta na parede, põe uma arma na cabeça dela e diz: cheira aí! A própria pessoa vai até a droga. Toma a decisão de saber como é a primeira vez! Dá a cara pra bater e experimenta! É nesse ponto que tem que se avaliar a inversão de valores.

Na música Rehab, composta por Amy, ela enfatiza: "Tentaram me mandar para a reabilitação. E eu disse: não, não não!!! Ela não tentou nada! Um contraste: Era extremamente auto suficiente e ao mesmo tempo, com uma baixa auto estima! E sem querer parecer cruel: Pra mim ela não deixou legado algum! A mesma mídia que vivia mostrando videos e imagens da decadência de Amy, os tombos, as letras mal cantadas, as bebedeiras, etc etc etc, é a mesma que agora fica enchendo de elogios! Bem, tomara que ao menos, mais essa morte sirva para abrir os olhos da moçada para que eles decidam pela melhor escolha: Que é, com certeza, nem provar!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Coisa de criança!

Deitada batendo papo com meu sobrinho emprestado, Arthur de 4 anos! Eu tentando dar um cansaço nele e ele esfregando na minha cara a quantidade de energia que ele tem e se tem alguém que ia cansar nessa história, com certeza seria euzinha aqui. Depois de muito custo consegui deixar o bambino deitadinho e resolvi contar umas historinhas pra ele! Me lembrei que adorava historinhas e fui perguntando p ele e ele não conhecia coisas do tipo: Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos e etc! Quando perguntei: Qual historinha você gostaria de ouvir? Ele respondeu enfaticamente: A do São Paulo e do Flamengo! Aí eu percebi que o buraco era mais embaixo e insisti na história da Chapeuzinho. Tentei ser o mais leve possível. Mas como ser leve se num momento o lobo come a vovózinha, ameaça a pobre menina e afirma que vai comer ela também? Mudei o "é pra te comer" para "é para te engolir"... afinal o que foi engolido pode ser devolvido né? Ele não gostou nada! Agora a dos Três Porquinhos ele adorou, mas gostou mesmo foi da minha performance "soprando" a casinha dos dois porcos preguiçosos e péssimos construtores. No final da história ele disse: Tia Ferrrnanda, o Lobo gosta de pegar todo mundo né? Fiquei sem resposta e sorri.

Na terceira tentativa ele foi brilhante! Comecei a contar uma história com bichinhos fofos da floresta! Ele, já impaciente solta: Tia Ferrrrnanda, aí chegou o leão comeu o gatinho, o jacaré comeu o cachorro, acabou a história! Vamos brincar de carrinho de novo?? Fui né! Penso que as criancinhas de hoje não estão tão interessandas mais em historinhas contadas.. elas têm video game, internet e filmes o bastante!!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A melhor decisão.

Quando você sempre tem medo de tomar uma decisão errada, você está constantemente antecipando o fracasso. Atrasar ou evitar uma decisão por causa dos problemas que podem ocorrer coloca você numa posição negativa. Quando controlado pelo medo, você focaliza somente o lado negativo. Quando evita tomar uma decisão, você se transforma em observador passivo e vítima.

Sucesso e conquistas surgem da ação. Para agir, você deve primeiro decidir-se a agir. Não deixe que o medo de tomar a decisão errada o obrigue a não tomar decisão alguma.

É bem provável que você não tome uma decisão perfeita. Em vez da perfeição, procure tomar a melhor decisão possível, baseando-se na informações disponíveis no momento e na direção que você mesmo havia pré-estabelecido.

Vamos lá! Tome a decisão. Haja. Se acontecer de tomar uma decisão errada, você tem todas as condições de entender isso e fazer as correções necessárias. Torne-se um participante positivamente ativo no seu próprio futuro. Decida o que tem que ser feito - e faça-o.

Falo isso porque sempre vivi em conflitos com as minhas decisões (também, geralmente tomava da decisão errada, rs). Mas tudo melhorou quando passei a me cobrar menos em relação as decisões. Com isso veio o amadurecimento em relação a não me afogar tanto. Parar, ponderar, respirar antes. Com certeza os acertos estão aumentando! E eu estou muito feliz com isso.

sábado, 2 de julho de 2011

Hummmm



Ah! Acordei assim hoje! Sem vontade de cantar uma bela canção! Sem consegui olhar para os lados e sorri! Mas isso passa! Sempre passa! Daqui a pouco vou estar achando graça de tudo! Pois é assim que eu sou!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Valorizando a vida!!!!! Sempre.

Conta a lenda que um rico mandarim chinês encheu-se de tédio pela sua vida faustosa e pelo seu poder sem limites. Nada mais despertava seu interesse, não sentia prazer por coisa alguma. Seus desejos mal eram formulados e já estavam realizados. Tinha perdido sua ligação com a vida e não havia nele a vontade de viver. Percebeu a insensatez e a inutilidade de sua existência e temeu ficar louco. Para acabar com o sofrimento, o rico mandarim ordenou ao seu barbeiro que, num dia qualquer, sem nenhum aviso, ao fazer-lhe a barba, cortasse-lhe a garganta. Era uma ordem e tinha de ser obedecida.

Nos primeiros dias, o mandarim se fez barbear com toda tranqüilidade, pois não esperava que a ordem fosse cumprida de imediato, mas, à medida que o tempo avançava, começou a se perguntar se o dia seria amanhã.

O mandarim passou então a viver cada dia como se fosse o último. Livre da obrigação de viver, o rico mandarim se permitia ver como era lindo o amanhecer, como eram diferentes os tons de verde dos seus campos, como era alegre o canto dos pássaros e como eram belas as suas cores, como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades. Viu também toda a beleza de uma tormenta, numa exibição gratuita de energia e violência. Viu também que tinha um corpo e se deu conta de que, só tendo um corpo capaz de sentir, podia viver a beleza da vida. Por tudo isso valia a pena viver!

Agora o barbear era uma agonia e, embora tivesse dado uma contra-ordem ao barbeiro, trocou de barbeiro, por via das dúvidas.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Um lamento.

Um novo sentimento tomou conta de mim. E não gostei nem um pouco dele. Hoje, como em outras ocasiões da minha vida, queria ter oportunidade para refazer algumas coisas, me comportar de forma diferente. Bem, vou parar de querer consertar o que não tem conserto e apenas me dá o direito de lamentar. Perdi uma amiga, a morte pela primeira vez na vida veio como um raio e estou sentindo na pele a dor do nunca mais. Que ruim. Estou me sentindo um lixo. Um lixo pela péssima amiga que eu fui. Como eu pude não saber que minha amiga de tanto tempo estava doente, estava sofrendo? Como pude passar tanto tempo sem notícias dela, e quando soube, soube simplesmente que ela morreu¿ Como assim morreu? O fator surpresa não é nada raro, mas não, eu deveria saber. Eu deveria ter tido a chance da última vez, do ultimo sorriso, do último conselho, da última gargalhada. E o que eu fiz? Continuei preocupada com a própria vida. Com meus próprios problemas, pois eu sabia que quando eu “tivesse um tempinho” eu iria vê-la, iria fazer uma visitinha. A penúltima vez que a vi, conversamos, rimos. Ouvi dela sobre o fato dela não estar bem,de se sentir muito cansada, e não ser mais aquela pessoa alegre e bem disposta de antes. Brincamos de que o tempo é implacável e que ela estava ficando velha de verdade. Lógico que ela não perdeu o bom humor, brincou sobre meu cabelo, falou sobre uns filmes novos que ela estava baixando e de como o netinho estava lindo e crescido. Preocupou-se em saber se eu estava bem, se eu estava gostando do meu novo trabalho, e como estava emocionalmente. Demos umas boas gargalhadas e ela se foi. Naquele dia pensei:Quando tiver um tempo vouacasa dela. Esse tempo eu não tive. Simplesmente achei que seria eterno. Sempre pensamos que vai ser eterno. Sempre. O último encontro foi daquele bem típico do mundo moderno. Ela estava com pressa, eu estava com pressa (pressa de que¿), paramos rapidinho, um beijinho, um abraço, e um “Vai almoçar lá em casa qualquer dia.” Esse almoço não aconteceu e agora estou aqui amargando um “e se”.

Fiquei triste, pois por eu ter mudado meu número de celular, não conseguiram me avisar a tempo de ir ao velório, claro que fiquei super triste por isso, mas agora pensando bem acho que foi melhor. De que iria me adiantar velar e participar do enterro. Para isso eu arrumaria um tempo né? É melhor guardar a imagem da Rita bem viva no meu coração!

E aí, vem outra máxima: “Só quando perdemos é que, realmente, descobrimos o quanto aquilo ou aquela pessoa era importante nas nossas vidas.” Não seria mais fácil distribuirmos o amor, a afeição, elogios (sinceros por favor), enfim.. dar a quem amamos o melhor de nós mesmos?

Vez em quando leio um e-mail falando dessa falta de tempo e como é triste quando você, realmente não tem tempo de falar algo para uma pessoa que ama! Sempre achei lindo esse tipo de e-mail, mas não pensei que ele poderia ser tão real na minha vida! Então... pode parecer piegas, mas insito: Se tem algo para falar com alguém importante, não deixe para amanhã. Quantos elogios ficam só na mentem por acharmos que ainda não é hora de falar! Pois fale! Se expresse, abrace. Não deixe para amanhã.