quinta-feira, 28 de novembro de 2013

De vagar...

          É muito forte durante o dia!
          Decide muita coisa enquanto o sol está a pino.
          Faz e acontece durante aquele calor de um céu azul.
          Briga, xinga, manda às favas e onde mais puder, quando pássaros estão para lá e para cá.
          Indiferença, grosserias, provocações e etc, são empurradas goela abaixo enquanto o fluxo está seguindo, enquanto todos estão acordados, enquanto tudo pode ser alimentado, enquanto o horizonte é visto perfeitamente.


          Mas aí o sol se esconde a noite vem...
          O silêncio cai como uma jaca na cabeça.
          Se pensa: "Vou dormir e amanhã é um novo dia." Qual sono? Que novo dia? Lembranças me engolem e me golfam, em seguida me deixando tonta.
          A noite é fria e é aquele sutil momento em que se está sozinha. O travesseiro que era acolhedor e amigo, agora se enche de cheiros e esfrega na cara a saudade.



          "Não vou pensar, não vou lembrar, não vou buscar nada na lembrança".
           Meio minuto e tudo aflora...procuro desesperadamente na mente, lembranças do primeiro olhar, primeiro beijo, primeiro tudo. Vem imagens, vem cheiros, vem sensações, vem frio na barriga (tantas borboletas quanto forem possível, batendo asas no estômago), vem tudo menos sono, menos esquecimento.



          Mas enfim... o negócio é juntar os pedaços que sobrou e voltar a sonhar! Disso eu bem entendo.
         

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Noivas: Qual o seu tipo?

          Trabalhar com noivas é algo incrível. Ajudá-las no dia mais importante de suas vidas é muito compensador.  Me divirto muito. Na realidade, me insiro completamente no contexto, fico deslumbrada, choro, me encanto, tenho dúvidas, etc, etc. Mas não posso me dar ao luxo de não ajudar a escolher, não dar uma chacoalhada na bendita na hora do surto (sim, elas sem exceção, irão surtar em algum momento até o altar) e nem ajudar a tomar decisões. 



Ahh (suspiros) Bella Swan! Que lindo casamento. Tudo impecavelmente escolhido e organizado por Alice sua cunhada. Para quem viu o filme, sabe o tanto que a Bella era chata (rs) e se eu fosse a cerimonialista dela, passaria por maus bocados, pois ela queria tudo simples demais, discreto demais e a pobre Alice, que era o deslumbre em vampira, acabou dosando direitinho o glamour com a simplicidade da mocinha. E é isso que me encanta nas noivas. As diversidades. E trabalhar com elas não é tão simples assim. É o dia delas a escolha final é sempre delas. Em qual tipo você se encaixa?


A Simples e Objetiva:

É aquela também chamada de prática. Já sabe, desde os 15 anos, o modelo que usará no grande dia. Músicas, padrinhos, convidados, nada disso é problema para ela. Com apenas uma volta por uma loja ela escolhe o vestido e sapatos. Tem toda a decoração na cabeça e todos os detalhes da cerimônia religiosa. É metódica, e não muda de opinião. É  tão objetiva que meu único trabalho é cumprir tudo o que ela programou antecipadamente, fazer com que nada saia fora do combinado. Geralmente, essa noivinha é tão organizada que segue um cronograma em que tudo funciona, claro, começou a organizar um ano antes de marcar a data. 







A Virgem Submissa:
É aquela noivinha que tem uma mãe. Não, não me expressei direito, não é uma mãe é A MÃE. Essa linda noivinha dos lábios de mel, não consegue escolher absolutamente nada. É a mãe quem escolhe tudo. Do noivo até data, local, o que comer, beber, vestir, flores usadas... tudo é a mãe quem decide. Se for pesquisar direitinho, essa mãe quer que a filha tenha o casamento que ela não teve, então está sempre cheia de boas intenções (ops). E a noiva concorda com todas as escolhas, na verdade ela acompanha a mãe e apenas sorri. Eu, fico na dúvida se ela apenas acata ou se rói por dentro e queria jogar tudo para o alto, inclusive o noivo! 




A Despojada:
Essa noiva é uma graça! Não está nem aí para nada. Tudo está bom! Para ela é uma diversão sair para escolher as coisas. Essa variação de noiva é o tipo que tem que puxar as rédeas, pois ela gosta de tudo e acaba querendo tudo. Bem, se ela tem dinheiro para os mimos extras, ótimo. Se não, tem que ter alguém para alertá-la que está perto do vermelho. Mas não tem dificuldades em abrir mão de algo que inicialmente era essencial, nem de se adequar à algumas mudanças. É uma pessoa de espírito leve, riso frouxo e divertida. é uma diversão sair com ela para escolher.









A Indecisa:
Dezoito vestidos diferentes, 30 pares de sapatos, 20 tipos de flores ...Em uma semana ela consegue "desgostar" de tudo que havia escolhido há três meses. É aquele tipo que tem que escolher um vestido e até o dia do casamento não olhar nenhum outro, pois pode mudar de ideia. Não se iludam, pois esse é um tipo bem comum. Geralmente ela não assume que é indecisa . Quando ela tem alguém para compartilhar suas dúvidas, ela se sente mais segura e acaba decidindo por si só! 







A Pessimista:
Frases como: "Isso não vai dar certo.", "Eles não vão entregar no prazo." ou "Em mim vai ficar feio." Fazem parte do vocabulário dessa noivinha incrédula. Está tudo perfeito, o vestido ficou lindo e maravilhoso. Mas ela acredita que não. É aquela noiva que imagina que no dia do casamento, todos os convidados irão desistir de ir e ela vai entrar numa igreja completamente vazia. Ela nota algo que não ficou da forma como ela esperava e surta, some, diz que não vai mais se casar. Às vésperas do grande dia "descobre" que o vestido não é do jeito que ela queria. Lógico que o que está errado dá p corrigir, lógico que o vestido ficou lindo e era aquele que ela queria sim, mas em meio ao surto ela só precisa de carinho e atenção.






Claro que exagerei. Você pode ser um pouquinho de cada tipo. Todo detalhe é importante. Você pode sim, provar 20 vestidos até encontrar o perfeito, aquele que enche os olhos d'água. Vai sentir medo quando o dia se aproximar, isso é normal! Permita-se ter um surto, dois ou até três! Mas confie em quem está te ajudando. Tenha alguém para se preocupar com os detalhes e aproveite tudo o que puder ser aproveitado.

By Fernanda Lievore

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um gosto agosto no ar!

Agosto é um mês  muito interessante. O ano passou da metade. Muitos planos não foram concretizados, um arzinho de frustração talvez. A gente pensa: Putz, o Natal tá chegando! Mas ainda faltam quatro meses para mais um ciclo se fechar e aquela vontade louca de recomeçar aparece. Quatro meses. Não dá simplesmente para achar que o ano tá acabando. Não vou me estagnar, muito menos me conformar com o que deu errado ou com o que não fiz.

Sonhos antes adormecidos estão tão à tona! Lembram do período de latência?? Fantástico! Desistir nunca foi o meu forte. Só tem um porém: Chega de sonhar entre nuvens e cores. Está na hora de passar para a fase do E X E C U T A R.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

De olhos fechados.


          Me sinto tão bem ouvindo essa música! Me dá uma enorme vontade de dançar de olhos fechados (sem ninguém olhar). Adoro fazer associações com as músicas. Ouço e sinto um cheiro de tarde de sol, cheiro de brisa leve e fresca. Me sinto reconfortada, acalentada. Quem gosta muito de música sabe como me sinto. Você pode não gostar dessa, especificamente como eu, mas deve ter uma toda sua e especial. E por favor, não  pense que 93 million miles me reporta a uma pessoa. A vida é mais que lembranças! Me sinto bem e apenas estou compartilhando.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

               


              Quando estou na pior, tenho o péssimo hábito de querer ficar pior ainda. Tenho o mau-costume de ficar remoendo a dor, futucando, tirando casca para ver se dói mais. E só quando me arde por dentro. Só na hora que sinto o estômago colar e não consigo controlar as lágrimas é que parece que estou bem. Só quando destruo todos os pensamentos bons e só consigo ver o lado péssimo da coisa é que fico satisfeita. Gostaria de entender de onde vem esse pessimismo que está entranhado em mim. Não fui assim sempre. Sinto falta das ilusões. Sinto falta da inocência. Sinto falta de mim, quando não via tanta maldade em tudo. Gosto de culpar os outros. Fica mais fácil. Mas o que eu gostaria de saber mesmo é quando vai zerar. Não dizem que pagamos o que fazemos? Então tá. Nunca fui flor que se cheirasse. Então uma hora essa conta tem que bater. Tem que zerar. As coisas têm que parar de dar errado. Será que falta muito? Para mim já deu, já tá equilibrada a balança. Mas, sei lá, devo ter esquecido de jogar algo na conta. Quem bate esquece, não é? 

Para tudo que eu quero descer.

         Ser bipolar está meio que na moda nos últimos tempos. É engraçado, acordar mal- humorado, xingar todo mundo e até o meio dia estar tudo bem. Chega ser "fofinho" uma hora estar bem outra péssima. Quando se analisa friamente as redes sociais o que mais se vê são pessoas extremamente tristes ou entusiasticamente felizes. Espera, tem algo errado. A geração prozac já passou (nessas alturas o prozac nem faz mais efeito). Estamos vivendo uma geração vítima da rede social e parece que está tudo bem!
        Estamos inseridos num momento em que as decisões giram em torno de: "como vai ficar o meu perfil se", "o que vão comentar se eu postar isto", "quantos curtirão meu momento depressão do dia". Queria  muito estar exagerando (um outra qualidade/defeito que carrego), mas não. Eu faço parte deste meio. Estou vendo todos os dias. É como se a medida fosse feita baseada na quantidade de gente que movimenta sua página. Se você está feliz, você posta fotos alegres, sorrisos, festas.... Quando triste, frases dramáticas beirando ao suicídio. 
          Você consegue medir o relacionamento de alguém, pela quantidade de fotos que são postadas: "Nossa, fulano tirou a foto de capa com o namorado (a), estão balançados", "beltrana não tá comentando mais nada no perfil do namorado, devem ter brigado." Em contrapartida, quem está do outro lado fica meio sem saber  como se comportar, pois um post "errado" e todos vão perceber o que está acontecendo.
           De repente, me sinto como se morássemos todos num só condomínio. Eu sei da sua vida, você sabe da minha. E se você não me falar onde esteve eu descubro pois te marcaram em outro perfil!!! Li um texto outro dia que falava sobre esse vício. E fui me identificando com 99% da lista (o 1% eu não aceitei que também me identificava). Parece que pirei um pouco depois do choque de realidade. 
         Como tornar o vício numa ferramenta útil, de uso moderado para trabalho e um pouco de lazer? A sensação que tenho é que o tempo está sendo medido de forma diferente. E eu quero que parem, eu quero descer. Eu quero usar meu tempo de forma melhor. Eu quero meu lazer fora da internet. Eu quero curtir animais, paisagens fora. Eu quero não me preocupar se não tirei foto de um momento mágico, porque eu tenho certeza que vai ficar gravado em minha memória.
               Os passos dos Alcoólatras Anônimos é o mínimo para essa situação. "Um dia de cada vez." Está piegas? Beirando o ridículo? Pode ser, mas estou um pouquinho satisfeita pois estou assumindo e querendo agir de forma diferente. Então estou na sua frente!