quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Filosofia de gato no telhado!

                  A verdade é que todo mundo gosta de futucar o passado, nem que seja um pouquinho, ali escondidinho, rapidinho, bem "meio sem querer". O difícil é assumir e aceitar.. Resta entender os motivos, ou não! A vida é uma corda bamba mesmo. E cabe a nós, pobres mortais, viver nos equilibrando entre o que é legal ou não, o que me edifica ou me atrapalha, o que massageia meu ego ou derruba minha auto-estima, o que me deixa feliz ou o que me aborrece, etc e etc. A escolha desse turbilhão de emoções, só você pode decidir sentir ou não. E o que isso muda na sua vida atual? O que te acrescenta? 



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pregação imperdível.



    Homens: Assistam a essa pregação.
    Mulheres: Assistam a essa pregação.

"A dificuldade que eu vejo não é a mulher ser submissa, é encontrar homens que deem à vida pela suas esposas para que a submissão seja gerada como uma coisa prazerosa."
                                                                                      (Pr. Felipe Heiderich)





Incrivelmente edificante!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

De vagar...

          É muito forte durante o dia!
          Decide muita coisa enquanto o sol está a pino.
          Faz e acontece durante aquele calor de um céu azul.
          Briga, xinga, manda às favas e onde mais puder, quando pássaros estão para lá e para cá.
          Indiferença, grosserias, provocações e etc, são empurradas goela abaixo enquanto o fluxo está seguindo, enquanto todos estão acordados, enquanto tudo pode ser alimentado, enquanto o horizonte é visto perfeitamente.


          Mas aí o sol se esconde a noite vem...
          O silêncio cai como uma jaca na cabeça.
          Se pensa: "Vou dormir e amanhã é um novo dia." Qual sono? Que novo dia? Lembranças me engolem e me golfam, em seguida me deixando tonta.
          A noite é fria e é aquele sutil momento em que se está sozinha. O travesseiro que era acolhedor e amigo, agora se enche de cheiros e esfrega na cara a saudade.



          "Não vou pensar, não vou lembrar, não vou buscar nada na lembrança".
           Meio minuto e tudo aflora...procuro desesperadamente na mente, lembranças do primeiro olhar, primeiro beijo, primeiro tudo. Vem imagens, vem cheiros, vem sensações, vem frio na barriga (tantas borboletas quanto forem possível, batendo asas no estômago), vem tudo menos sono, menos esquecimento.



          Mas enfim... o negócio é juntar os pedaços que sobrou e voltar a sonhar! Disso eu bem entendo.
         

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Noivas: Qual o seu tipo?

          Trabalhar com noivas é algo incrível. Ajudá-las no dia mais importante de suas vidas é muito compensador.  Me divirto muito. Na realidade, me insiro completamente no contexto, fico deslumbrada, choro, me encanto, tenho dúvidas, etc, etc. Mas não posso me dar ao luxo de não ajudar a escolher, não dar uma chacoalhada na bendita na hora do surto (sim, elas sem exceção, irão surtar em algum momento até o altar) e nem ajudar a tomar decisões. 



Ahh (suspiros) Bella Swan! Que lindo casamento. Tudo impecavelmente escolhido e organizado por Alice sua cunhada. Para quem viu o filme, sabe o tanto que a Bella era chata (rs) e se eu fosse a cerimonialista dela, passaria por maus bocados, pois ela queria tudo simples demais, discreto demais e a pobre Alice, que era o deslumbre em vampira, acabou dosando direitinho o glamour com a simplicidade da mocinha. E é isso que me encanta nas noivas. As diversidades. E trabalhar com elas não é tão simples assim. É o dia delas a escolha final é sempre delas. Em qual tipo você se encaixa?


A Simples e Objetiva:

É aquela também chamada de prática. Já sabe, desde os 15 anos, o modelo que usará no grande dia. Músicas, padrinhos, convidados, nada disso é problema para ela. Com apenas uma volta por uma loja ela escolhe o vestido e sapatos. Tem toda a decoração na cabeça e todos os detalhes da cerimônia religiosa. É metódica, e não muda de opinião. É  tão objetiva que meu único trabalho é cumprir tudo o que ela programou antecipadamente, fazer com que nada saia fora do combinado. Geralmente, essa noivinha é tão organizada que segue um cronograma em que tudo funciona, claro, começou a organizar um ano antes de marcar a data. 







A Virgem Submissa:
É aquela noivinha que tem uma mãe. Não, não me expressei direito, não é uma mãe é A MÃE. Essa linda noivinha dos lábios de mel, não consegue escolher absolutamente nada. É a mãe quem escolhe tudo. Do noivo até data, local, o que comer, beber, vestir, flores usadas... tudo é a mãe quem decide. Se for pesquisar direitinho, essa mãe quer que a filha tenha o casamento que ela não teve, então está sempre cheia de boas intenções (ops). E a noiva concorda com todas as escolhas, na verdade ela acompanha a mãe e apenas sorri. Eu, fico na dúvida se ela apenas acata ou se rói por dentro e queria jogar tudo para o alto, inclusive o noivo! 




A Despojada:
Essa noiva é uma graça! Não está nem aí para nada. Tudo está bom! Para ela é uma diversão sair para escolher as coisas. Essa variação de noiva é o tipo que tem que puxar as rédeas, pois ela gosta de tudo e acaba querendo tudo. Bem, se ela tem dinheiro para os mimos extras, ótimo. Se não, tem que ter alguém para alertá-la que está perto do vermelho. Mas não tem dificuldades em abrir mão de algo que inicialmente era essencial, nem de se adequar à algumas mudanças. É uma pessoa de espírito leve, riso frouxo e divertida. é uma diversão sair com ela para escolher.









A Indecisa:
Dezoito vestidos diferentes, 30 pares de sapatos, 20 tipos de flores ...Em uma semana ela consegue "desgostar" de tudo que havia escolhido há três meses. É aquele tipo que tem que escolher um vestido e até o dia do casamento não olhar nenhum outro, pois pode mudar de ideia. Não se iludam, pois esse é um tipo bem comum. Geralmente ela não assume que é indecisa . Quando ela tem alguém para compartilhar suas dúvidas, ela se sente mais segura e acaba decidindo por si só! 







A Pessimista:
Frases como: "Isso não vai dar certo.", "Eles não vão entregar no prazo." ou "Em mim vai ficar feio." Fazem parte do vocabulário dessa noivinha incrédula. Está tudo perfeito, o vestido ficou lindo e maravilhoso. Mas ela acredita que não. É aquela noiva que imagina que no dia do casamento, todos os convidados irão desistir de ir e ela vai entrar numa igreja completamente vazia. Ela nota algo que não ficou da forma como ela esperava e surta, some, diz que não vai mais se casar. Às vésperas do grande dia "descobre" que o vestido não é do jeito que ela queria. Lógico que o que está errado dá p corrigir, lógico que o vestido ficou lindo e era aquele que ela queria sim, mas em meio ao surto ela só precisa de carinho e atenção.






Claro que exagerei. Você pode ser um pouquinho de cada tipo. Todo detalhe é importante. Você pode sim, provar 20 vestidos até encontrar o perfeito, aquele que enche os olhos d'água. Vai sentir medo quando o dia se aproximar, isso é normal! Permita-se ter um surto, dois ou até três! Mas confie em quem está te ajudando. Tenha alguém para se preocupar com os detalhes e aproveite tudo o que puder ser aproveitado.

By Fernanda Lievore

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um gosto agosto no ar!

Agosto é um mês  muito interessante. O ano passou da metade. Muitos planos não foram concretizados, um arzinho de frustração talvez. A gente pensa: Putz, o Natal tá chegando! Mas ainda faltam quatro meses para mais um ciclo se fechar e aquela vontade louca de recomeçar aparece. Quatro meses. Não dá simplesmente para achar que o ano tá acabando. Não vou me estagnar, muito menos me conformar com o que deu errado ou com o que não fiz.

Sonhos antes adormecidos estão tão à tona! Lembram do período de latência?? Fantástico! Desistir nunca foi o meu forte. Só tem um porém: Chega de sonhar entre nuvens e cores. Está na hora de passar para a fase do E X E C U T A R.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

De olhos fechados.


          Me sinto tão bem ouvindo essa música! Me dá uma enorme vontade de dançar de olhos fechados (sem ninguém olhar). Adoro fazer associações com as músicas. Ouço e sinto um cheiro de tarde de sol, cheiro de brisa leve e fresca. Me sinto reconfortada, acalentada. Quem gosta muito de música sabe como me sinto. Você pode não gostar dessa, especificamente como eu, mas deve ter uma toda sua e especial. E por favor, não  pense que 93 million miles me reporta a uma pessoa. A vida é mais que lembranças! Me sinto bem e apenas estou compartilhando.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

               


              Quando estou na pior, tenho o péssimo hábito de querer ficar pior ainda. Tenho o mau-costume de ficar remoendo a dor, futucando, tirando casca para ver se dói mais. E só quando me arde por dentro. Só na hora que sinto o estômago colar e não consigo controlar as lágrimas é que parece que estou bem. Só quando destruo todos os pensamentos bons e só consigo ver o lado péssimo da coisa é que fico satisfeita. Gostaria de entender de onde vem esse pessimismo que está entranhado em mim. Não fui assim sempre. Sinto falta das ilusões. Sinto falta da inocência. Sinto falta de mim, quando não via tanta maldade em tudo. Gosto de culpar os outros. Fica mais fácil. Mas o que eu gostaria de saber mesmo é quando vai zerar. Não dizem que pagamos o que fazemos? Então tá. Nunca fui flor que se cheirasse. Então uma hora essa conta tem que bater. Tem que zerar. As coisas têm que parar de dar errado. Será que falta muito? Para mim já deu, já tá equilibrada a balança. Mas, sei lá, devo ter esquecido de jogar algo na conta. Quem bate esquece, não é? 

Para tudo que eu quero descer.

         Ser bipolar está meio que na moda nos últimos tempos. É engraçado, acordar mal- humorado, xingar todo mundo e até o meio dia estar tudo bem. Chega ser "fofinho" uma hora estar bem outra péssima. Quando se analisa friamente as redes sociais o que mais se vê são pessoas extremamente tristes ou entusiasticamente felizes. Espera, tem algo errado. A geração prozac já passou (nessas alturas o prozac nem faz mais efeito). Estamos vivendo uma geração vítima da rede social e parece que está tudo bem!
        Estamos inseridos num momento em que as decisões giram em torno de: "como vai ficar o meu perfil se", "o que vão comentar se eu postar isto", "quantos curtirão meu momento depressão do dia". Queria  muito estar exagerando (um outra qualidade/defeito que carrego), mas não. Eu faço parte deste meio. Estou vendo todos os dias. É como se a medida fosse feita baseada na quantidade de gente que movimenta sua página. Se você está feliz, você posta fotos alegres, sorrisos, festas.... Quando triste, frases dramáticas beirando ao suicídio. 
          Você consegue medir o relacionamento de alguém, pela quantidade de fotos que são postadas: "Nossa, fulano tirou a foto de capa com o namorado (a), estão balançados", "beltrana não tá comentando mais nada no perfil do namorado, devem ter brigado." Em contrapartida, quem está do outro lado fica meio sem saber  como se comportar, pois um post "errado" e todos vão perceber o que está acontecendo.
           De repente, me sinto como se morássemos todos num só condomínio. Eu sei da sua vida, você sabe da minha. E se você não me falar onde esteve eu descubro pois te marcaram em outro perfil!!! Li um texto outro dia que falava sobre esse vício. E fui me identificando com 99% da lista (o 1% eu não aceitei que também me identificava). Parece que pirei um pouco depois do choque de realidade. 
         Como tornar o vício numa ferramenta útil, de uso moderado para trabalho e um pouco de lazer? A sensação que tenho é que o tempo está sendo medido de forma diferente. E eu quero que parem, eu quero descer. Eu quero usar meu tempo de forma melhor. Eu quero meu lazer fora da internet. Eu quero curtir animais, paisagens fora. Eu quero não me preocupar se não tirei foto de um momento mágico, porque eu tenho certeza que vai ficar gravado em minha memória.
               Os passos dos Alcoólatras Anônimos é o mínimo para essa situação. "Um dia de cada vez." Está piegas? Beirando o ridículo? Pode ser, mas estou um pouquinho satisfeita pois estou assumindo e querendo agir de forma diferente. Então estou na sua frente!

               

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Antes tarde do que nunca.

     Roberto cresceu ouvindo o pai, polonês convicto, que homem que é homem não dá muita bola para coisas femininas. Logo cedo ouviu um "ela não serve pra você" e a partir da primeira desilusão amorosa aprendeu a selecionar até as paixões platônicas. Gostava dos amores sofridos e calados. E quando sofria, ninguém sabia.
     Até que conheceu Ana Júlia. O tipo de mulher que ele nunca se interessaria. Não tinha os moldes que ele acreditava que deveria ser uma mulher para chamar de sua. Mas que raio de olhar era aquele que Ana Júlia tinha? Um sorriso que todos ao redor eram contagiados, inclusive Robertinho, que obviamente não aceitava que Jú lhe causava todo este torpor. E cada vez que ele sacudia a cabeça e falava que não pensaria mais naquela mulher, ela dava um jeito de ser mais necessária para ele, todo dia. Tão diferentes e tão iguais. Ela conseguia ter milhares de defeitos e todas qualidades possíveis. Só ela tinha tantos tipos de sorrisos quando ele se deliciava em desvendá-los.
    Roberto se rendeu, mas deixou umas reservas e um afastamento necessário para sua sobrevivência, afinal seu lema era: Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim. E quando ele tinha certeza que estava blindado, uma fortaleza, Ana Júlia dava uma gargalhada que virava um som de porquinho que a deixava tão linda e irresistível. 
     O maior defeito de Ana Júlia era a ansiedade, ela estava num momento da vida que o sonho de casar e ter filhos estava aflorado. E Roberto não aceitaria o fato da ideia ter partido dela. Ela cobrava atenção, e ele pensava que da maneira que estava já estava de bom tamanho. Ana Júlia era antenada, vivia na internet e aderiu ao mundo hitech e queria que Roberto pensasse da mesma forma. Roberto, impávido colosso não só continuou na dele como não alimentava a manifestações públicas de amor que Ana tanto queria. 
     "Meu amor eu coloquei uma foto nossa e você nem curtiu!" Se lamentava Ana, enquanto Roberto pensava em algo melhor pra fazer, seu videogame por exemplo. Mas seguiam os dois, como Eduardo e Mônica, como Lampião e Maria Bonita...o diferente que se completava.
      Até que Ana foi embora para Polônia. Que ironia. Ela tão sentimental,  voando com seu sorriso, seus olhos e seu jeitinho de amar, para um lugar tão frio e calculista. Ela se foi porque queria mais, queria tudo e Roberto... ah, Roberto passou dias na certeza de que foi o melhor. "Ela não servia mesmo pra mim." Mas que dor era aquela que fez Roberto, o implacável, chorar e chorar e querer tudo de volta? 
      A dor passou (ela sempre passa), e Roberto hoje curte tudo, curte e compartilha. Aderiu totalmente a esta geração moderninha e cheia de contatos. E até isso faz lembrar Ana Júlia...às vezes pensa que poderia ter cedido antes. Cedido a tudo! Mas não, tudo está no lugar e assim permanecerá. Ana Júlia hoje é apenas uma foto com um olhar meio vazio (ele interpretou bem?) onde ele tem ímpetos de curtir. Antes tarde do que nunca.

Um dia. (Carpinejar)

                    Não resisti e vou postar o texto do Fabrício Carpinejar. Afinal eu senti um não-sei-o-quê, de emoção, de identificação. Há uns dias tive este pensamento: de que o passado e as pessoas se foram junto com ele, não deve ser motivo de péssimas lembranças....





 Um dia


 Um dia você vai agradecer as separações. Agradecer um por um dos rompimentos, uma por uma das fossas, uma por uma das portas fechadas em sua cara, uma por uma das infiltrações pelo pulmão. 

 Um dia você vai se desculpar por sofrer, você se livrará dos ressentimentos e das vinganças. Um dia você se verá feliz por ter estado triste. 

 Um dia entenderá que o destino realmente faz sentido, e que a falta de sentido ainda era caminho. Um dia você perceberá a clara diferença entre orgulho e confiança, entre obsessão e paixão, entre fantasia e sonho. 

Quando você finalmente encontrar a mulher de que precisava não conservará ódio por nenhuma ex. Mesmo a mais ingrata, a mais perversa, a mais intrusiva. Quando você descobrir que não precisou inventar a mulher que você ama, que ela existe com toda telepatia e compreensão que jurava jamais testemunhar, você olhará o passado com empatia e sincero perdão. Será generosamente imprevisível. Não mascará fofocas, apagará os desaforos, conhecerá a gentileza de dia e o cuidado de noite. Derramará em seu sangue uma overdose de ternura. Seus olhos estarão empilhados de estrelas. Os engradados das árvores estarão sendo abertos pelo jorro da luz. 

 O amor é libertador, o amor é a redenção fiscal, o amor de verdade expira as sentenças. A vontade é preparar uma farta cesta de frutas e produtos especiais para as ex-mulheres. Gastar o salário do mês combinando iguarias de fino trato. 

 É meu modo de mostrar que estou imensamente feliz por falhar antes e me permitir viver o essencial agora. O ímpeto é organizar um berço de fragrâncias e champanhes, conciliar vinhos da Nova Zelândia com patês franceses. Reunir bandeiras e promessas do oceano. Montar uma manjedoura com palha ao fundo daquilo que há de melhor e mais caro na estante de importados. Uma barca com especiarias da Índia, pepinos do México, azeitonas da Itália, ovos de codorna do Peru e doce de leite da Argentina. Uma caixinha sortida e colorida com direito a Panetone, passas e castanhas de caju. Uma cesta graúda com celofane amarelo que alegrava os Natais da minha infância.

 E escrever apenas “Obrigado”. Sem maiores informações. 
 O milagre é cristalino. 
Não é possível guardar rancor. 




  Um bom método para seguir a vida...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Incertezas.

Sabe quando, de repente você se sente fora de foco? É como se o lugar em que se está não é o seu lugar, como se tivesse vivendo uma história que não é sua. Infelizmente às vezes me sinto assim e tento camuflar essa sensação ruim. Mas hoje ela veio. Uma sensação que me deixa ansiosa. Mas pq eu não posso ter uma vida só minha? Uma felicidade completa? Será que essa conta nunca vai zerar? Será que eu vou sempre que estar pagando um preço por uma escolha? E quando parece que, realmente, as coisas darão certo eu tenho que me sentir uma invasora? E a qualquer momento meu tapete vai ser puxado, já que estou num lugar que não é meu de fato? Hoje eu só queria ouvir: "Tudo vai acabar bem."

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mais um recomeço.

Pode parecer clichê, mas o ano de 2012 passou voando. Não posso julgar uns acontecimentos e dizer que o ano foi péssimo, nem tampouco afirmar que por causa de um momento ou outro foi o melhor ano da minha vida. Para mim foi corrido, pois planejei demais e coloquei a mão na massa de menos, o que gerou poucos resultados. Há pelo menos uma década, faço uma lista de coisas a fazer (ou não) no decorrer do ano, coisas a adquirir, etc. Desde: comprar um puff violeta a malhar 3 vezes na semana sem preguiça. Adoro fazer essa listinha. Com ela eu sonho, brinco, planejo, enfim me impulsiono a seguir com a vida tentando medi-la! E não é uma lista limitada e pré determinada onde nada se pode mudar. Não mesmo, posso programá-la do meu jeito, mudá-la, riscar o que foi realizado, incluir itens, eliminar coisas que no decorrer do ano se tornaram inúteis ou que perdi o interesse. Cada vez que coloco um "ok" no final de um item é uma vitória pra mim, é um sorriso a mais que darei. Mesmo que seja: "adotar um gato". Você pode pensar: Puxa que banal. Pode até ser mas são os MEUS planos. Mania que a gente tem de achar que só as nossas coisas são importantes, só nossos problemas são demasiadamente grandes e sem solução! Mas isso é assunto para outra hora. Que gostoso chegar no final do ano e conferir tudinho. Listar as conquistas (por menores que sejam), reorganizar o que não foi feito acreditando que: "nesse ano vai ser diferente!" Estou tentando ser menos pessimista e não olhar tão frustrada para aquilo que não consegui e sim valorizar mais cada conquista. Sabe o que mais gostei em mim em 2012? A vontade de estar perto de quem importa de verdade; o desejo de refazer laços com quem me conhece como realmente sou; a vontade de acertar após tantos erros. Aprendi com as consequências ruins a pensar duas, três vezes antes de tomar uma decisão. Em 2012 desfiz laços com pessoas que achei que estariam para sempre em minha vida. Claro que isso dói. O bom é quando os sentimentos mudam mas não se perde a admiração! Isso trás paz e consolo. Em 2012 guardei menos mágoa...ah que dádiva seria escrever que não há nenhum desafeto, mas seria muita hipocrisia da minha parte! Tenho nojinho sim, mas isso não afeta mais meu comportamento. Não sou mais movida e nem me deixo levar, uma vez que a colheita é individual. Em 2012, bem no finalzinho, conheci uma pessoa que fez mudar todo o meu conceito sobre relacionamentos e isso está me fazendo tão bem, está compensando todas as frustrações e tristezas passadas! Então, porque me queixar do que não deu certo em 2012? Então? 2013 está aí redondinho, em branco pra uma nova história. Sem esquecer o que ficou pendente. Sem cobrança demais, sem expectativas demais. Mas sonhando, ainda que possa parecer bobagem! Talvez deixar de querer apenas um puff violeta, mas desejar um violeta e um amarelo pra combinar! ;)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Revolução Feminina: Óh Céus!

De vez em quando, depois de um dia exaustivo eu páro e penso: Quem foi a burra que começou a propagar a chama da liberdade feminina? Quem? Quem teve a idéia de queimar o próprio sutiã? Óbvio que foi uma mal amada, histérica e com tensão pré menstrual quem começou essa palhaçada toda. Por que cargas d'água, não deram uma barra de chocolate para ela? Por que não fizeram um elogio sobre seu cabelo? Aposto que assim todos os nossos tormentos hoje estariam exterminados. Por causa dessa mulherzinha num dia mau, hoje eu sou obrigada a comer o fruto do meu próprio suor. Quero ser o sexo frágil novamente. Vovó era feliz. Foi criada como a menininha do papai. Roupas exclusivamente de menina, brinquedos de menina. Quando entrou na adolescência, logo a mãe, tia e irmãs mais velhas começaram a ensinar como cuidar de uma casa, dos filhos e do marido; ensinavam a cozinhar, afinal de contas um bom partido, com certeza, seria fisgado pelo estômago. Aprendia a amar a quem o papai escolheu como o marido de uma vida toda. Seu árduo compromisso era organizar um lar! Mantê-lo aconchegante para sí e para seus queridos. E sua maior preocupação era se manter atraente para seu marido, único homem da sua vida! Mas não, isso não estava bom! Elas queriam mais. E assim, começa nosso inferno astral: Agora temos que nos preocupar com tudo. Crescemos lendo e ouvindo sobre o Príncipe Encantado que ele chegaria em algum momento e teríamos um final feliz..E passamos a vida inteira atrás do infeliz. Tivemos que estudar e estudar porque queremos ser independentes. Independente de quê meu Deus do céu? Fazer ensino médio, cursinho, passar num vestibular, entrar para uma faculdade... estudar 15 horas por dia. Casar ter filhos, amamentá-los e ainda cuidar do cachorro que o marido insiste em ter no quintal de uma casa enorme, que precisa de cuidados! Ainda não tá bom! Vem as especializações.. afinal não basta ser independente, tem que ganhar mais que o marido. Semana inteira trabalhando, finais alternados pós graduação, mestrado, doutorado! Terapia final de expediente (se não o surto é certo), academia... ahhhh a academia: Malha bunda, perna, barriga e nunca está bom. Faz dieta da lua, do sol, da chuva... sopa de legumes, de carne magra, sopa de nada e ainda não está bom. Salão de beleza: alisa, corta, pinta de preto, pinta de vermelho e por fim vai ficando loira, pois na realidade mulher não envelhece, mulher fica loira! Como se não bastasse, segue uma tendência da moda, não segue, olha o próprio guarda roupa e chega a conclusão que não está mais podendo usar um determinado tipo de roupa pois passou da idade! Pronto, a partir daí outro martírio se inicia: creme pra celulite, estria, mãos, pescoço, um antes de dormir, outro quando acorda, um não-sei-o-que de tudo vai se acumulando no armário, pia do banheiro. Primeira consulta com o cirurgião plástico, aumenta peito, diminui, enxuga, aumenta. Uma infinidade de cobranças. Nessa altura da vida o marido foi embora (afinal o infeliz só via sua amada da meia noite as cinco da manhã, e, por acaso ela estava dormindo, com o rosto cheio de cremes e um plástico enrolado nas pernas - pois melhora a circulação). .... brincadeiras à parte! Que força uma mulher tem? Que ser é esse que faz tudo isso.. que se divide em 3, 4 e ainda por cima ama incondicionalmente, lutar quando não está satisfeita com a vida que leva, que se dedica em tudo o que faz, mesmo errando de vez em quando?? Nós mulheres merecemos cada nova conquista que vivenciamos. Cada aprendizado adquirido! Não vou dizer que em alguns momentos realmente eu não pense assim, que responsabilidades demais atrapalham, mas não conseguiria viver diferente. Um brinde às mulheres que sabem o potencial que tem, que assume seus medos e erros, mas que nunca entregam os pontos!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

E 2012 chegou!

Não há como escapar dos planos para o próximo ano. Graças a Deus, que capacitou o homem para que medisse o tempo em dias, meses e anos. Que seria de nós se apenas vivêssemos os dias sem medí-los? Como seria angustiante não acreditar que "no próximo ano tudo vai ser diferente". Passar meses se sentindo triste, desiludido, aborrecido, cansado e não ter esperança de que no outro ano as coisas mudariam. É essa certeza que nos impulsiona. Passeando pelas redes sociais vejo o quanto é importante para as pessoas se expressarem, escrever sobre como foi o ano que está terminando, como querem que seja o próximo, o que desejam para seus amigos e familiares, e principalmente como é importante a mudança. Pois acreditam que a mudança irá transformar o ano que começa num ano melhor, mais feliz, mais produtivo, etc. A palavra mais usada, sem medo de errar é Renovação. Em todos as áreas da vida: familiar, financeira, profissional, relacionamentos interpessoais. Quem está solteiro deseja encontrar alguém, quem tem alguém quer manter esse relacionamento, quem cometeu inúmeras burradas quer acertar, quem engordou quer emagrecer, enfim a lista é interminável de situações que vivenciamos e que, se foram boasa queremos repetir ou que se não foram tão boas assim, fazer diferente. Isso é renovação, isso é esperança. E que dádiva maravilhosa é esta. Claro que também fiz minha listinha de planos e objetivos para 2012. Lógico que muitas coisas que planejei para 2011 não foram cumpridas, talvez por pouca força de vontade, falta de grana, desorganização, blá blá blá. Ah eu não vou me apegar a esses pequenos fracassos e achar que tudo vai ser do mesmo jeito. Viver uma frustração futura sem ao menos não ter tentado não faz parte do temperamento. Confesso ter perdido um pouco (ou muito) aquele encanto do Natal, aquela expectativa... tenho colocado a culpa na maturidade. Em algum momento da vida temos que ser mais racionais. Minha fase Peter Pan demorou, mas passou. Não vou dizer que brindei isso, não vou dizer que amadurecer dói pouco, mas é necessário. Até meus planos e expectativas para o próximo ano mudaram. Óbvio que continuo planejando comer melhor, ter cuidado com minha saúde, malhar (de verdade), estudar mais, enfim o básico. Mas quero para o próximo ano algo que nunca desejei para mim. Posso continuar a comer um cheese bacon por semana, ou tá sempre começando uma dieta, isso pode fazer diferença na balança, mas não no meu caráter. Porém o que desejo e vou lutar (pois não vai ser fácil), são os Frutos do Espírito em minha vida. São eles que vão fazer com que eu realmente me sinta realizada. "...Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei." (Gálatas 5:23). Ah a mansidão.. acham que vai ser fácil? Com absoluta certeza meu ano de 2012 será mais produtivo, próspero, e feliz sendo madura suficiente para reconhecer o que e quem é de verdade (não se iludam achando que é fácil reconhecer - são anos tentando e sempre me surpreendo e me decepciono), sendo madura para reconhecer minhas limitações e principalmente: Ser imatura, inocente e totalmente dependente de Deus, ser como criança e ficar embaixo das asas seguras do Pai. Parar de me punir pelos erros, viver da graça e misericórdia de Deus. Só assim, realmente vou viver uma felicidade realista que tanto almejo.

sábado, 8 de outubro de 2011

Definitivamente, chega um momento na vida´em que não se pode ser clichê e apregoar : "quando tenho razão só faço aquilo que penso ser o correto". Chega de querer manter algumas convicções. Chega de achar que tenho sempre a razão. Eu quero é ser feliz. E minha felicidade é tê-los no ninho. No calor e aconchego dos meus braços. Felicidade é: ouvir um "mamãe vc se preocupa muito comigo né?" Felicidade é: dizer que sim e ouvir: "eu sei" e principalmente ouvir um "eu te amo muito"... não há nada, nenhum tipo de riqueza, de vitória que se aproxime desse sentimento. Fui inundade por um amor que não se se merecia. Mas, graças a Deus que o amor não é merecimento! É amor e ponto final. E me sentir amada dessa forma tão desinteressada, tão pura, me arrebatou! Existia uma ferida que teimava em não sarar, um espaço que estava vazio e agora não tudo foi preenchido. Simplesmente pq não quero mais ter razão!!!!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Grandes expectativas, grandes decepções.

O que nos consome é a expectativa. E o pior, ela não é induzida pelas pessoas, nós mesmos a criamos, fantasiamos e a plantamos no meio dos nossos relacionamentos, dos nossos planos. E quando a decepção nos atinge em cheio, culpamos o outro por não ter correspondido às NOSSAS expectativas! Não é incoerente? Mas o ser humano tem o hábito de fazer isso, pensar por todo mundo. Querer algo e deduzir que isso vai ser o melhor para todos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Uma letra, uma melodia.. uma história!

A Miragem
Marcus Viana
Ah! Se pudéssemos contar
As voltas que a vida dá
Prá que a gente possa
Encontrar um grande amor...

É como se pudéssemos contar
Todas estrelas do céu
Os grãos de areia desse mar
Ainda assim...

Pobre coração
O dos apaixonados
Que cruzam o deserto
Em busca de um oásis em flor
Arriscando tudo por
Uma miragem
Pois sabem que há uma fonte
Oculta nas areias...

Bem aventurados
Os que dela bebem
Porque para sempre
Serão consolados...

Somente por amor
A gente põe a mão
No fogo da paixão
E deixa se queimar
Somente por amor...

Movemos terra e céus
Rasgando sete véus
Saltamos do abismo
Sem olhar prá trás
Somente por amor
E a vida se refaz...
E a morte não é mais
Prá nós! ....

Que dom maravilhoso é esse de compor! E mais maravilhos ainda é, além de escrever coisas que tocam a alma, colocar uma melodia mais tocante ainda! Que mexe com os sentimentos das pessoas! Essa música tem essa capacidade! Uma música que mexe comigo desde sempre! Desde quando comecei a acreditar em amor verdadeiro e, mesmo deixando um pouco e lado a espera de um Príncipe Encantado, ainda acredito que possa-se amar em demasia,

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cuidado com os julgamentos!!!

Antes de julgar, perceba que seus olhos tão atentos aos possíveis erros dos outros, podem estar cegos diante dos seus.

Antes de julgar, perceba que aquilo que tanto recrimina hoje, talvez precise ser a sua realidade de amanhã.

Antes de julgar, repara que toda história tem duas versões e duas versões são duas verdades.

Antes de julgar, aceita que invariavelmente a uma parte, por menor que seja, de uma história, você não terá acesso.

Antes de julgar, entenda que não serão mil bocas que vão te esclarecer qualquer coisa, elas apenas te confundirão.

Antes de julgar, escuta o silêncio, ele costuma fornecer grandes dados.

Antes de julgar, observa os olhos, eles são mais reveladores do que as bocas. Eles deixam provas inquestionáveis da verdade.

Antes de julgar, presta atenção à sua volta. Quantos foram condenados injustamente por mestres em julgamento?

Antes de julgar, lembra que você mesmo já foi vítima de calúnias e por diversas vezes não teve como se defender delas.

Antes de julgar, olha no espelho, observa com atenção o seu semblante, pensa na sua vida pregressa e se questiona se está em condição de julgar alguém.

"Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. E é assim que perdemos pessoas especiais."
(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lobos Internos. Conflitos externos.

UM CONTO, UM PONTO..


Lí o texto abaixo há muito tempo, e na época ele não teve nenhum tipo de impacto para mim, a não ser pelo fato de ser, realmente, um belíssimo texto! Mas há uns dias em que tenho refletido sobre ele. A respeito desses lobos internos que temos dentro de nós:



Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

- "Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".

E ele continuou:

- "É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta. Mas, o outro lobo, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma. Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:

- "Qual deles vence, vovô?"

O Avô sorriu e respondeu baixinho:

- "Aquele que eu alimento mais freqüentemente".

Não é incrível? Foi uma paulada da cabeça, pois eu alimentei um lobo mau durante anos. E nesses anos de ceva eu me sentia exatamente como no texto: É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Esse veneno me matava aos poucos. E quanto mais mal me fazia, mais eu me esbaldava nele. Até que decidi (e não foi uma decisão fácil) me portar de forma diferente, encarar os problemas de relacionamentos de outra forma! Sabe o que me comoveu? A empatia! Ah, quando você se dispõe a se colocar no lugar do outros em algumas circunstância, muita coisa muda. Comecei a achar feio, muito feio, pessoas que colocavam a culpa de suas desilusões, problemas, mágoas, etc nas pessoas e pensei: "Peraí, é exatamente isso que tenho feito nos últimos anos: Culpado os outros por EU ter feito escolhas erradas." Eureka! Bingo! E o que fiz? Simples, parei de alimentar o lobo mau! Parei de ficar olhando para meu próprio umbigo, me fazendo de coitadadinha e comecei a cultivar sentimentos bons.

Fica a dica: Conviver não é fácil, em qualquer tipo de relacionamento. Hoje é o trabalho que me surpreende em relação à convivência, me aborrece às vezes, ainda me surpreendo com a capacidade humana de ser malediscente, mas isso não me atinge mais. Não importa se você mudar de emprego, de namorado, de vizinhos, os conflitos sempre existirão, as pessoas nem sempre gostarão de você até pelo fato de incomodá-las com a maneira como você encara sua vida e seus problemas. Agora, meu amigo, não tenha uma úlcera de preocupação tentando agradar a todos. Alimente o lobo certo!